
Quatro pessoas foram presas durante a Operação Protetor de Divisas, realizada na sexta-feira (16), em uma ação conjunta das Polícias Civis da Bahia e de Goiás. A operação teve como foco o combate a crimes patrimoniais, incluindo roubos praticados contra vítimas atraídas por aplicativos de relacionamento em Juazeiro, no norte da Bahia.
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam aplicativos e plataformas de mensagens para estabelecer contato com as vítimas. Após conquistar a confiança delas, marcavam encontros em locais previamente escolhidos, onde os roubos eram praticados.
As investigações apontam que as vítimas eram surpreendidas, ameaçadas, agredidas e tinham a liberdade restringida. Para intimidá-las, os suspeitos utilizavam facas e até um cão.
Durante as ações criminosas, os envolvidos roubavam objetos pessoais e obrigavam as vítimas a realizar transferências bancárias por meio do Pix.
Uma das principais investigações da operação apura roubos registrados em julho de 2026, em Juazeiro.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos se aproveitavam da confiança estabelecida durante as conversas virtuais para atrair as vítimas aos locais onde seriam abordadas.
Além dos roubos cometidos mediante ameaça e restrição de liberdade, a operação também reuniu investigações relacionadas a furtos qualificados e outras infrações penais.
Durante a operação, foram cumpridas quatro ordens judiciais de prisão e dois mandados de busca e apreensão.
Um dos investigados foi localizado e preso em Goiás, após trabalho de inteligência e troca de informações entre as forças policiais dos dois estados.
As equipes também apreenderam aparelhos celulares que, segundo a investigação, podem ter sido utilizados na prática dos crimes. Os equipamentos serão analisados para auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos e no esclarecimento das ocorrências.
A operação também teve ações no município de Senhor do Bonfim, onde policiais fiscalizaram três estabelecimentos comerciais.
O objetivo foi verificar possíveis práticas de receptação de produtos roubados, adulteração de sinais identificadores de veículos e desmanche de automóveis provenientes de furtos ou roubos.
A Polícia Civil não informou se foram constatadas irregularidades nos estabelecimentos fiscalizados.
A Operação Protetor de Divisas foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Juazeiro, vinculada à 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) e ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).
Participaram da ação equipes especializadas da Polícia Civil da Bahia, incluindo os grupos de apoio técnico e tático à investigação das regiões Norte e Centro-Norte, além da Agência de Inteligência do Deic e da Polícia Civil de Goiás.
Os quatro presos permanecem à disposição da Justiça.
As investigações continuam para analisar os materiais apreendidos, esclarecer a participação de cada investigado e identificar possíveis outros envolvidos.
Apesar da semelhança nos nomes, a Operação Protetor de Divisas não deve ser confundida com a Operação Divisas, também realizada na região de Juazeiro.
Enquanto a Protetor de Divisas investiga crimes patrimoniais, incluindo roubos contra vítimas atraídas por aplicativos de relacionamento, a Operação Divisas envolve investigações de homicídios e o cumprimento de mandados de prisão na região de fronteira entre Bahia e Pernambuco.
As duas operações possuem objetivos e frentes investigativas diferentes.